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Internet supera revista

por Fernando


Abril de 2010 entrou para a história da internet e dos investimentos em mídia. Em todo o mundo ela faturou US$ 55 bilhões e ultrapassou os investimentos publicitários em revistas. Se você achou que esse montante é dinheiro pra caramba, saiba que é mesmo, mas corresponde a apenas 12,6% de todo o investimento em mídia. O resto está assim:

2º lugar: Jornal (23,1%)
1º lugar: Televisão (39,4%)

A expectativa da Zenith Optimedia, empresa que realizou o estudo, é que em 2012 a internet se aproxime dos jornais, atingindo 17,1% dos investimentos em mídia, enquanto aquele cairá para 19,4%. Indícios desse movimento já pudemos observar no ano passado, quando diversos jornais norte americanos (e até o Valor Econômico, no Brasil) decretaram falência. Outros estudos também apontam um grande crescimento dos investimentos em mobile marketing para a mesma época. Em suma, diversificação* é a palavra-chave e a tecnologia é o grande vetor. Regionalmente, a América Latina se destaca no estudo, pois sugere que neste período o meio internet crescerá algo em torno de 9,3%, algo bem diferente do que vem sendo observado nos últimos anos.

E agora? Agora meus amigos, agências e anunciantes, vamos olhar para a internet com outros olhos. Não é de hoje que ela nos apresenta diversos caminhos para otimizar os investimentos em comunicação. Claro que todos os canais possuem a sua importância, mas a internet se tornou uma obviedade. Quantas vezes paramos para pensar que “ficar online” é uma das primeiras coisas feitas todo santo dia? Para os donos de smartphones, essa situação passa mais batido ainda. A nuvem está acima de todos nós e ela não é passageira, acreditem.

Vi no AdNews por indicação do Marquinhos.

(*) “Uma das”, claro. Os meios devem ser escolhidos com consciência e coerência; não pela “onda”.

Futuro bem próximo

por Marquinhos

Nem deu tempo de aterrissar nas lojas, o iPad já mostra pra que veio. Pelo menos para alguns “vanguardistas” de plantão. O que poderia ser uma simples transição do mundo físico para o digital, explora muito bem os recursos disponíveis na ponta dos dedos, enriquecendo a experiência do público final. Transformando o que antes não passava de um “conjunto de papel grampeado” em algo com um visual muito mais agradável.

Já é possível imaginar o futuro das bancas de revistas, ou será que podemos programar uma data e hora para todas essas deixarem de existir?

Fanzine é o c@$&?#!

por Fernando

A BIC pediu para a TBWA do Uruguai fazer um anúncio em uma revista jovem muito popular por lá, a Freeway. Aí os caras pensaram: por que fazer um anúncio se a gente pode fazer a revista inteira? E fizeram, mas com um detalhe: à caneta. No vídeo do post anterior já deu pra sentir que “todo esforço vale a pena quando a ideia não é pequena”. Taí mais um ótimo exemplo, que não só vale a pena, mas também vale prêmio: El Ojo 2009.

Bloco do Eu Sozinho

por Fernando

Recomendo a leitura da matéria “Eu quero ficar sozinho” indicada pelo João Carlos, um dos nossos Atendimentos (quem conhece a figura, sabe que ele se identificou fortemente). Fato é que existe um movimento social muito grande em todo o mundo, em que pessoas estão tocando suas vidas sozinhas, mas que longe disso, vivem algum tipo de solidão ou frustração.

Mudanças sociais como estas influem (ou deveriam influir) absolutamente na maneira das empresas pensarem seus produtos, serviços e até a razão de existir de suas marcas. Vale a leitura não somente pela ótica mercadológica, mas também pela simples reflexão da nossa existência.

“Desde que acordamos, nos relacionamos com muita gente por obrigação, seja no elevador do prédio, seja na academia, no trabalho ou na faculdade. São todos contatos muito fluidos, que exigem de nós um tempo para digerí-los e assimilá-los até mesmo para nos reconhecer como indivíduos ou cidadãos. O momento de solidão funciona como um mecanismo de defesa da pessoa, para que ela não se sinta diluída em meio a tanta informação e influência externa”.

“A internet conforta o solitário apenas num primeiro momento, pois ele se sente integrado a um grupo. Mas, com o tempo, o bem-estar se esvai, porque ele percebe que as relações não se aprofundam e isso traz mais infelicidade. As redes sociais são positivas quando servem de suporte às amizades, e negativas quando se tornam a principal via de comunicação entre as pessoas”.

Leia aqui a matéria completa da Revista Istoé.