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Sobre Lockerz, celulares e pesquisas

por Fernando

Não vou, pelo menos não ainda, falar sobre o que é o Lockerz aqui. Caso você não conheça, sugiro que assista a este vídeo e leia este texto. Para quem conhece ou já foi descobrir o que é, hoje na sessão Dailies (perguntas diárias aparentemente sem nexo algum que somam pontos para o usuário que as responde), a questão é esta acima: Qual celular você usa?

O mundo não pára de respirar isso. Falsos profetas apontaram 2009 como o ano do Mobile, mas só estes primeiros meses de 2010 já estão dando uma surra em todo o ano passado (que claro, foi bem significante, uma espécie de ensaio para o que está vindo por aí).

Na linha de reflexões sobre o que está realmente por trás do Lockerz, qual é o seu verdadeiro propósito e tudo mais, podemos nos contentar um pouco com esta singela pergunta, “Que celular você usa?”. 190 mil pessoas (até agora) espalhadas pelo mundo inteiro é uma boa amostra de pesquisa para a Indústria, não? Detalhe para a supremacia do iPhone e de outros celulares.

A onda está vindo; o tsunami da mobilidade está enviando sinais de que, apesar de games e apps, não vem para brincadeira. Aliás, quem quiser convites para o Lockerz, é só deixar o e-mail aí embaixo. ;)

No mundo dos aplicativos móveis

por Fernando

A App Store comanda! Muitos indícios revelam que o Android irá crescer muito em 2010, mas até o momento todas as outras lojas de aplicativos móveis estão muito distante dos números da loja da Apple. Ela possui quase 760% mais aplicativos que a loja da Android, segunda colocada, e deixa o Windows em um número ridículo: são cerca de 150 mil aplicativos a mais que a gigante da informática.

Esse retrato não tende a mudar tão cedo. Isso porque o número de novos aplicativos na App Store cresce mensalmente em torno de 13 mil novos produtos, enquanto na Android, esse número gira em torno de 3 mil. A diferença é gritante e não parece que as recentes intervenções da marca da maçã na publicação de aplicativos de apelo erótico e sexual, que retirou mais de 5 mil títulos do ar, deve desfigurar esse cenário. Apesar de toda a evolução que a indústria da mobilidade tem apresentado nos últimos meses, o apelo em torno do iPhone é enorme no mundo inteiro e o número de usuários do aparelho não pára de crescer.

Um número curioso da pesquisa acima, apresentada pela Distimo Mobile na Mobile World Congress 2010, é a relação entre aplicativos pagos e gratuitos. Na App Store apenas 25% dos aplicativos são gratuitos, enquanto na Android esse número chega a quase 60%. É importante considerarmos isso em uma sociedade em que a discussão acerca da pirataria e dos direitos autorais vive em efervescência. Ou seja, apesar de mais popular, a App Store é que mais vende conteúdo pago. Ou seja², as pessoas estão comprando aplicativos da loja, que em média custam US$ 3,60.

Enfim, aplicativos são o principal drive da indústria móvel. Afinal, smartphones serviriam para que sem eles? Okay, temos a cobertura 3G e o GPS também. Integração! Só esse mix justifica o alto valor destes telefones smartphones, que hoje são os produtos que mais crescem em vendas no Brasil e no mundo.

Vi no Mobilepedia, o melhor site de mobile marketing do Brasil.

Windows Phone 7

por Fernando

Neste final de semana, na Mobile World Congress em Barcelona, a Microsoft tornou pública sua epifania acerca do universo mobile, mais precisamente de smartphones. Para nós mortais, o contato com tato só no meio do ano. Para nós mortais brasileiros, sabe-se lá quando. Se assim como eu, você estava na fissura para comprar um iPhone ou um N900, espere um pouco, porque parece valer muito a pena descobrir se este vídeo é só uma bela edição com trilha sonora cativante ou se realmente a Microsoft acordou para a vida.

Leia mais sobre os detalhes do Windows Phone 7 aqui no Gizmodo Brasil ou no Giz US.

Voice Band

por Fernando

Gostou no aplicativo da Nokia no post anterior? Legal, né. Agora pega esse: voice band.
Gosta de jogar Guitar Hero? Beleza… eu também. Agora pega esse: voice band.

O vídeo é longo, mas se você gosta de tecnologia, aplicativos móveis e música, vale a pena.
Clique aqui e assista a versão de Smoke on the Water.

Gostou? US$ 2,99 na App Store.
Antes desse post eu tinha dúvidas entre o iPhone e algum Nseries.

Obrigado, Marquinhos!

A onda da T-Mobile

por Fernando

Esse é o típico post que corre o risco de ser antipático, mas eu prefiro isso e levantar uma reflexão do que apenas assistir em silêncio. A publicidade sempre foi palco de repetições, replicações e todo surto de déjà vu possível. Acho que isso acontece por uma série de razões, que vão desde a insegurança e a preguiça, mas também a um princípio básico da comunicação que é se fazer entender de imediato e quando uma forma é facilmente reconhecida ela ganha força nessa tarefa.

Mas tudo bem, o objetivo aqui é apresentar o mais novo flash mob da T-Mobile. O primeiro deles foi fantástico, aconteceu naquele metrô em Londres e foi uma febre no mundo inteiro. Depois, foram a uma praça e colocaram milhares de pessoas em Trafalgar Square para cantarem Beatles e outras músicas. Maravilha, maravilha. Aí chega o ponto crítico da coisa: saber a hora de parar. Reconhecer isso não é fácil, mas acho que é fundamental para manter a reputação de alguma iniciativa. Eu já não tinha gostado muito daquela do Black Eyed Peas (tudo bem que o objetivo era outro e nem era da empresa telefônica), mas essa aqui embaixo, feita novamente pela T-Mobile em uma praia de Sidney, foi o fim.

Tudo é previsível, 95% das pessoas sabem exatamente o que vai acontecer, todas estão ali esperando só o “go” das coordenadas. Se você observar a versão no metrô, verá que a surpresa é um fator fundamental no sucesso da ação e na força da energia que ela emana. E isso acontece em duas instâncias: a surpresa de quem não sabia nada e a surpresa de quem sabia que algo ia acontecer, mas não sabia o quê. Agora não, agora os flash mobs da T-Mobile viraram uma piada que todo mundo sabe o final, mas eles ainda preferem contar, só para colocar no Youtube depois.

Mas é só a minha opinião. Um flash mob pode ser ótimo para a sua campanha, basta que ele seja relevante dentro daquele contexto e você saiba exatamente o que quer com ele. Pense em uma nova forma. Arrisque, questione, modifique e invente algo diferente. Inovação não é sinônimo de tecnologia.