“O filme da campanha do Dia das Mães Renner é dedicado a todas as mulheres que já realizaram o sonho de ser mãe… e a todas que continuam sonhando”. Dica da Josane, redatora da Exit e quem sabe uma futura mamãe.
Sarcástico o comercial da Microsoft; de fato. Tudo bem, o Google às vezes #fail, principalmente quando diz respeito à links patrocinados e invenções desprezíveis como o tal Buzz. Aí ele #failHARD mesmo. Mas o que o vídeo mostra é uma das principais falhas apontadas sobre o Google: indicações fora de contexto. No caso, a mulher pergunta onde fica a estação Euston e o Google Man fala tudo, menos o que ela esperava. Como aponta o pessoal do EXPM, quem #fail aqui foi a Microsoft, porque nesta busca específica os dois buscadores apresentam o mesmo desempenho. Ou seja, Bing e Google colocam em primeiro lugar a estação Euston na busca desta tag.
Mas a propaganda está aí pra isso, não é mesmo? A Microsoft tem mesmo é que correr atrás, afinal a supremacia do Google é absurda. O último estudo da ComScore mostrou que o Google foi responsável por 65,7% das 14,7 bilhões de buscas realizadas nos EUA em dezembro de 2009. O pequeno Bing (que sempre me lembra o Chandler) atingiu apenas 10,7% desse total, mas em cima da queda do Yahoo!, responsável por 17,3% do market share de buscadores.
Como dizem os Beastie Boys, “fight for your right to party”… Então Bing, pode tirar onda, mas o Google virou um hábito difícil de largar. Engraçado é reparar uma coisa: não parece que a Microsoft resolveu revidar os pedalas que leva da Apple em cima do Google? Mesma estratégia…
A AmBev, para lançar a cerveja Brahma no Peru, resolveu vender Skol. Loucura, não? Ficou bizarro em um primeiro momento (e talvez em um segundo também), porque estamos acostumados com uma coisa e com outra, não com um Frankenstein das duas. Aconteceu no verão passado, mas não lembro de ter visto nada naquela época.
Fantasma? Pouco provável. A produção não foi barata para isso.
Chinelagem? Como disse, para nós brasileiros, em primeira instância sim.
Mas alguns comentários do vídeo me chamaram a atenção e têm lógica. Vamos lá…
Tem gente que gosta de Skol, tem gente que gosta de Antarctica, alguns preferem Brahma e quase ninguém encara uma Nova Schin. Resumindo, cerveja é uma questão de gosto – mas também de água. Este ingrediente faz toda a diferença no sabor de uma cerveja. Há vinte e poucos anos, a Antarctica era produzida aqui em Joinville (SC) e, dizem os que já bebiam naquela época, que ela era divina. Porém, se você tomasse uma Antactica de Garibaldi (RS), você… não, você não tomaria uma Antarctica de Garibaldi, acredite. Por isso, não existe muito esse lance de tal marca ser boa e tal marca ser ruim. A cerveja depende do lugar. Essa Quilmes que estão vendendo no Angeloni não chega aos pés de uma Quilmes bebida na Argentina. Cerveja depende principalmente de onde é produzida e de onde é bebida. Em Curitiba, o que mais vende é Kaiser. Dá pra acreditar? Enfim…
A Brahma é, provavelmente, a melhor cerveja da AmBev. Por isso foi escolhida para atravessar fronteiras e conquistar espaços em mercados do mundo todo. Lembram de alguns anúncios desse tipo? Brahma na Rússia, Brahma no Canadá etc. Agora, tem Brahma no Peru e a AmBev deve ter pensado “por que não utilizar na comunicação uma estratégia que deu muitíssimo certo aqui no Brasil? Por que não vender Brahma lá como a gente vendeu Skol aqui?”. E assim, a AmBev passou a utilizar no Peru o posicionamento da Skol aqui no Brasil, pois lá o target era o mesmo. Nesse papo de gosto, muita gente – inclusive eu – acha Skol uma cerveja aguada e sem graça, que possui uma força de marca absurda, mas está longe de ser uma boa cerveja. Skol é cool, só isso.
O fato tem explicação, mas não tem desculpa: ainda assim vai pro Whatahell.
O Youtube me sugeriu um vídeo ótimo: um comercial da Monark de 1978. Para não perder o embalo, também vale assistir a este da Caloi 10, que infelizmente eu não sei a data. Se alguém da velha guarda souber, diz aí.