Arquivo da Categoria ‘Mídias Sociais’
O Twitter depois do BBB
por Fernando
Hoje, li um artigo no Acontecendoaqui sobre as estratégias transmedia da Globo nesta edição do Big Brother e algumas palavras do Pedro Doria, aparente responsável pela gestão dessa inovação no programa, chamaram a minha atenção:
“As mídias sociais não escaparão ao seu toque. É uma bomba arrasa-quarteirão. A moça Twittess estará todos os dias na TV, nas revistas, namorará algum colega de casa, flertará com celebridades do B, posará nua em algum mês futuro, seguirá sua sina de Big Sister sem descumprir um único passo do roteiro conhecido.
E enquanto seguem a novela de sua vida, milhões de brasileiros saberão simultaneamente da existência do Twitter, criarão suas contas e em conjunto invadirão o sistema. Tantos entrando assim, sem conhecer-lhe os meandros, ao mesmo tempo, terminarão por transformar o serviço.”
O segundo parágrafo é o X da questão. O Twitter viveu quase um ano à sombra das redes sociais. Nos primeiros meses do ano passado o número de usuários aumentou mais de 1000% e sem dúvida ele foi o grande assunto no universo da Comunicação em 2009. Há quem diga que nós brasileiros, não necessariamente eu ou você, estragamos o Orkut e por isso americanos e europeus, no alto do seu intelecto e bom gosto, nem tomaram muito conhecimento e se atiraram no modernoso Facebook.
“What are you doing now?” era o apelo simplório que talvez tenha sido responsável pela pouca importância do Twitter nos primeiros meses de sua existência e que durante muito tempo foi alvo de críticas, porque estimulava as pessoas a escreverem coisas sem graça e pouco edificantes como “vou tomar banho”. O brasileiro, principalmente aquele com ensino superior pra cima, foi um dos que souberam fazer algo melhor com o Twitter e agora, segundo Pedro Doria estamos prestes a ver um arrastão no microblog mais famoso do mundo. Portanto,
Quais serão as consequências disso?
Para o usuário escolado e conhecedor da etiqueta será bom, ruim ou indiferente?
E para as marcas? Agora que a audiência será maior, os investimentos valerão mais a pena?
Os novos usuários, talvez os mesmos que “chinelaram” o Orkut, estragarão o Twitter?
A velha guarda twitteira vai zarpar e desbravar outras redes sociais?
O que mais se enxerga agora são pontos de interrogação. Difícil acertar o alvo com respostas definitivas, mas se a estratégia de convergência da Globo der certo, uma coisa é certa, o Twitter não será mais o mesmo.
Internet e The Big Bang Theory: o link
por Fernando
Fazia muito tempo que eu não parava na frente da TV para ver qualquer coisa. Ontem, esperando Fringe, assisti a The Big Bang Theory, série que não via há muito tempo mesmo. O episódio foi ótimo. Não sabia se antes eu nem prestava atenção ou foi recentemente que os diálogos foram violentamente imersos em elementos da cultura pop mundial (como no episódio de ontem, quando Raj fez uma referência óbvia a “Quem quer ser um milionário?“), principalmente a internet, redes sociais, gadgets e demais hábitos a little hype.
Hoje, conversando com o Pasold sobre isso, ele lembrou de um artigo que Luli Radfahrer escreveu em maio deste ano que falava sobre como The Big Bang Theory é (também) uma metáfora ácida e, obviamente, muito inteligente sobre as relações e percepções tribais do homem moderno.
Abaixo, um trecho do artigo original. Recomendo sua leitura integral no indispensável blog do Luli.
“A longa descrição sobre The Big Bang Theory vem de uma constatação que tive outro dia: apesar de saberem que o usuário de Internet é uma pessoa comum, com desejos e vontades absolutamente normais, a maioria das empresas, empreendedores, designers, desenvolvedores, gerentes de projetos, arquitetos de informação e demais profissionais que criam produtos e serviços para a rede parecem não conseguir assimilar esse simples fato:
O usuário é a Penny. Nós somos uma mistura dos quatro outros, babando por ele.
Nem burro, nem gênio, nem Pinky, nem Cérebro. Não vê a menor graça em Ruby on Rails e acha o iPhone um trambolho. Seu telefone canta “hellomoto” ou aquele sonzinho semvergs da Nokia. Usa Internet Explorer porque está lá. Se trocarem para Firefox, provavelmente não vai notar a diferença. Não viu graça no SecondLife. Nunca ouviu falar de Silverlight. E se ouviu, esqueceu tão rápido quanto eu esquecerei de saber que as três mexiricas que comi se chamam Citrus reticulata Blanco. Gosta de e-commerce? Sim, com um pé atrás. Freqüenta as redes sociais em que seus amigos estiverem e seu blog predileto é aquele que o Google mandar. Dá pra ser mais básico?”.
Moms Against Climate Change
por FernandoEste movimento deve estar tirando o sono do primeiro ministro canadense Stephen Harper. O Canadá parece ser um país honesto, limpo e perfumado, né? Talvez nem tanto, pois ele está entre os 10 maiores poluidores do mundo. Como você deve saber, em dezembro acontece em Kopenhagen, na Dinamarca, o UN Summit Climate Change, evento que colocará lideranças do planeta para discutir e decidir o futuro da Terra.
Cobrando uma postura ética e moral de Stephen Harper o movimento Moms Against Climate Change está usando o poder das mídias sociais para chamar a atenção da população e do governo canadense. O vídeo acima não chega a ser chocante, mas é belo e afiado o suficiente para nos fazer pensar novamente no assunto. Digo “novamente”, porque no cotidiano a maioria das pessoas esquece dessa questão, ignora o futuro e toma atitudes pautadas apenas no “agora e já”.
No site www.takeactiononclimatechange.com você pode colocar a foto do seu filho, filha, sobrinhos… crianças e fazer coro nessa luta. A campanha também possui uma página no Facebook com quase mil fãs e que deve aumentar bastante até o grande dia, o dia do novo Protocolo de Kyoto. Você não é canadense? Nem eu, mas podemos participar disso, porque a Terra é nossa e particularmente eu pretendo viver mais uns 75 ou 100 anos.
Querido Sr. Fulano,
por Fernando
Ontem, no Futuro do Marketing, falamos sobre a derrapada que o Meio & Mensagem havia dado horas antes do evento, ao enviar um e-mail marketing escrito Fulano no lugar do nome das pessoas (observem acima). O uso de dados variáveis foi um dos responsáveis pelo sucesso de campanhas online por uma raazão óbvia e bem simples: ele identifica o destinatário e você deixa de ser o Fulano, mas é nesse ponto que a coisa às vezes desanda.
Hoje, ainda há uma certa intolerância quanto a isso, mas naquela visão de que as marcas também são pessoas, devemos pôr o rigor de molho e dar uma chance a elas. Não existe o Senhor ou a Senhora Meio & Mensagem sentada em frente a um teclado. Existe sim um Fulano, uma pessoa de verdade, passível de erros. Nessa busca pela horizontalização entre marcas e pessoas (consumidores, se preferir), um pouco de bom senso é indispensável para tornar o ambiente digital mais amistoso e menos inóspito para as empresas, antes acostumadas a falar e não ouvir.
Agora há pouco, o Meio & Mensagem enviou um e-mail para a mesma base de contatos, dizendo:
Em 28/10 tivemos um problema com a personalização do email marketing sobre o curso MBC M&M / FGV, enviado para você. Lamentamos o fato e queremos nos desculpar pelo ocorrido.
Meio & Mensagem
E aí… o que eu vou dizer? Tudo bem, acontece.
New Brand Communication
por Fernando
Está rolando desde ontem em São Paulo, o New Brand Communication, um evento que eu queria muito ter ido, mas…
A grade de palestrantes dispensa comentários. Só tem crânio, tanto brazuca quanto gringo. É o tipo de evento que você vai e não volta a mesma pessoa. O mundo se transforma quando você compartilha ideias tão “pra frente”.
Se você também não pôde ir, mas quer saber o que está rolando lá, acompanhe:
Conectmídia, mais uma do Ibope
por FernandoPara realizar a pesquisa acima o Ibope entrevistou quase 20 mil pessoas entre 12 e 64 anos. A pesquisa é interesante, traz coisas novas, mas também traz muito do que já se viu por aí em algum lugar. Isso é inevitável, principalmente por conta dos métodos e dos interesses de quem as realiza. Mas vamos combinar que no Ibope dá pra confiar.
Mas a coisa legal dessa pesquisa é a revelação de sentimentos que muitas (MUITAS) pessoas têm, mas poucas são corajosas para admitir. Por mais que a web tenha se tornado parte importante do nosso trabalho, que tenhamos aprendido a lidar e desfrutar dela, quem nunca se sentiu “pressionado com a quantidade de informações disponível nos dias atuais”. Mais da metade de homens e mulheres já. Provavelmente, a outra metade, que nunca se sentiu assim, nunca viu o Senna domingo de manhã.
No geral, apenas 16% preferem “teclar” com os amigos e com a família do que falar pessoalmente. Pouco? Tá, na pesquisa é pouco – ainda bem. Mas considerando que no Brasil somos algo em torno de 65 milhões de pessoas usando a internet de forma habitual, mais de 10 milhões de pessoas preferem deixar scraps e enviar mensagens do que sair com os amigos, tomar uma cerveja, ir a um show, ao cinema etc.
“Queria ter mais tempo pra mim”. Essa é quase uma unanimidade, principalmente para os jovens de 25 a 34 anos. Atenção para os borders da Geração Y! O que essas pessoas mais querem (queremos) é tempo para fazer as coisas que gostam, por isso que buscam trabalhos relacionados a isso e não mais as velhas profissões que eram o orgulho da vó.
Enfim, guarde um tempinho para ler a pesquisa, porque muito mais que números, ela traz verdades que valem a pena.
People of Walmart
por Fernando“Maldita inclusão digital” é o que devem ter pensado os executivos do Walmart quando descobriram o People of Walmart. Nos EUA, um grupo de jovens 2.0 resolveu criar um blog colaborativo com fotos tiradas e enviadas por consumidores do mercado no país inteiro. Impossível não ativar a parte do nosso cérebro responsável pela famosa vergonha alheia.



Para Viciados em Redes Sociais
por FernandoVocê vai gostar, mas no final vai dizer “putz, não precisava terminar assim” ou #@$%!&?*.
Não vou entrar em detalhes para não estragar “a surpresa”, mas você vai concordar comigo que dava para ter aparecido de outra maneira, bem mais sutil, inteligente e acima de tudo: naturalmente dentro do contexto.

